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17/01/2020

Nota Técnica | Cuidados na produção de tilápias durante o verão

Autor: Dr. Éverton Luís Zardo
Representante Técnico Comercial Puro Trato Nutrição Animal

Os peixes são animais pecilotérmicos, ou seja, alteram a temperatura corporal de acordo com a temperatura do ambiente. Cada espécie apresenta uma faixa de conforto térmico que irá garantir a normalidade nas taxas metabólicas e consequentemente melhor desempenho produtivo. Assim como no inverno, o verão também traz problemas que podem levar à redução da produtividade, maior susceptibilidade à doenças e altos índices de mortalidade. Tilápias apresentam uma faixa de conforto térmico que varia entre 26 ºC e 30 ºC, temperaturas fora desta faixa podem causar perdas econômicas ao longo do cultivo. Além disso, temperaturas muito elevadas podem levar a alterações importantes dos parâmetros de qualidade de água, causando prejuízos aos piscicultores.

Principais consequências das altas temperaturas no cultivo de tilápia

Queda dos níveis de oxigênio: Com a elevação das temperaturas da água, as taxas de decomposição da matéria orgânica se tornam mais aceleradas. Processos de decomposição da matéria orgânica levam ao consumo mais rápido do oxigênio do ambiente, fazendo com que os níveis disponíveis na água reduzam. Esta queda dos níveis de oxigênio dissolvido leva à redução das taxas de conversão alimentar e até mesmo mortalidade dos peixes. Excesso de alimentação ou planejamento nutricional inadequado contribuem para a piora da qualidade de água e queda dos níveis de oxigênio. Além disso, com a elevação das temperaturas, o metabolismo dos peixes se torna mais acelerado e consequentemente a exigência por oxigênio dissolvido aumenta, sendo necessário um maior suprimento deste parâmetro nos tanques de cultivo.

Aumento dos níveis de amônia e nitrito: No ambiente aquático, o nitrogênio pode ser encontrado sob diferentes formas, como nitrito, nitrato, amônia, óxido nitroso e amoníaco. O excesso de nutrientes na água, causado pelo excesso fertilização/adubação, excesso de proteína na ração ou planejamento alimentar inadequado leva ao aumento dos níveis de compostos nitrogenados no ambiente de cultivo. A utilização de ingredientes com baixa digestibilidade também contribui para a presença destes compostos na água. A assimilação destes compostos nitrogenados pelo fitoplâncton pode acarretar o crescimento descontrolado de algas (fitoplâncton), que por sua vez diminuem a transparência da água. O excesso de algas aliado às altas temperaturas pode levar à ocorrência de mortalidade de fitoplâncton, em função de um desequilíbrio entre as taxas de produção e consumo de oxigênio no ambiente de cultivo e oscilações bruscas de pH. Estas algas mortas passam a fazer parte da fração da matéria orgânica presente no ambiente aquático, juntamente com o excesso de fertilização, ração, fezes e outros elementos presentes no ambiente, como plantas aquáticas e outros organismos em decomposição. A formação de amônia na água ocorre principalmente como resultado da decomposição aeróbia e anaeróbia da matéria orgânica, ocorrendo em regiões onde há oxigênio, como na coluna d’água ou na superfície do sedimento. Neste período do ano, em função das altas temperaturas, todos estes processos de decomposição ficam mais acelerados, contribuindo para o aumento dos níveis de amônia e redução dos níveis de oxigênio. A amônia é um componente altamente tóxico aos peixes e, aliada à falta de oxigênio leva à mortalidade, causando enormes prejuízos econômicos.

 

Recomendações técnicas para este período:

Densidade adequada: Utilizar o número de peixes/m² de acordo com o sistema de cultivo proposto, em caso de sistemas semi-intensivos trabalhar com no máximo 4 peixes/m², caso o produtor possua investimento em aeradores e os tanques tenham boas taxas de renovação de água. Caso não tenha este investimento, reduzir a densidade para no máximo 2 peixes/m².

Uso de aeradores: O uso de aeradores é essencial para o sucesso produtivo de tilápias. O seu uso deve ser praticamente obrigatório durante o período noturno em dias nublados ou chuvosos. Em final de ciclo, quando os peixes já se encontram na fase de terminação, o seu uso deve ser intensificado.

Planejamento nutricional adequado: Fornecer a quantidade correta e o produto adequado em função do período e da biomassa do tanque, evitando sobras de ração.

Renovação de água: Em caso de falta de oxigênio ou elevação dos níveis de amônia, é essencial aumentar as taxas de renovação de água. Esta renovação eleva os níveis de oxigênio e reduz os de amônia.

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13/01/2020

Nota Técnica | Pós-desmame em bovinos de corte: dicas de suplementação

Autor: Dr. Eduardo Lisbinski
Representante Técnico Comercial Puro Trato Nutrição Animal

O desmame em bovinos de corte tem por objetivo ofertar alimento diferenciado para o bezerro no período pós-desmame e prepará-lo para o início da recria; além de recuperar a condição corporal da matriz para a próxima estação reprodutiva.

O planejamento do desmame se diferencia pela idade do bezerro no momento do desmame. Desse modo, para a escolha do manejo mais adequado, deve-se observar a condição corporal das matrizes: quanto pior for a sua condição corporal, mais cedo deve-se realizar o desmame e proporcionar condições de manutenção do bezerro até iniciar a recria.

Indica-se a utilização de Creep Feeding para animais desmamados com menos de 120 dias, que gera aumento nos ganhos de peso no período de aleitamento, consequentemente desmamando bezerros mais pesados e adaptados ao cocho para a suplementação pós-desmame.

O tipo de suplementação utilizada no período pós-desmame vai depender do tipo de protocolo de desmame utilizado na propriedade, levando em conta os teores ideais de proteína e energia da ração; Tipo de sistema de alimentação, se esta é fornecida diariamente ou autoconsumo com a utilização de limitador de consumo; O peso dos bezerros (bezerros mais jovens e mais leves exigem níveis de proteína mais elevados); Bem como monitoramento na qualidade e disponibilidade da pastagem, forrageira ou volumoso.

A Puro trato indica para a suplementação pós-desmame os seguintes produtos:

  • Puro Bov Cabanha 18PB.

Indicado para bezerros desmamando em sistema Hiperprecoce, precoce e antecipado com idades entre 30 e 120 dias. Produto peletizado, contém milho pré-cozido e laminado, aveia laminada e melaço líquido, proporcionando alta palatabilidade, digestibilidade e ganho de peso. Além de, auxiliar na rápida adaptação do cocho. Ração pronta para uso, formulada para atingir o máximo crescimento e desempenho produtivo.

http://www.purotrato.com.br/produtos/Puro-Bov-Cabanha-18PB

 

  • Puro Bov Desmame 18PB.

Indicado do para bezerros desmamados com idade entre 90 dias de vida aos 12 meses. Na fase inicial e crescimento. Produto pronto para uso, formulado para atingir o máximo potencial de crescimento, ganho de peso e conversão alimentar. Em sua formulação contém cereais selecionados, vitaminas, minerais, reguladores do pH ruminal e aditivos melhoradores de desempenho. Produto peletizado.

http://www.purotrato.com.br/produtos/Puro-Bov-Desmame-18PB

 

  • Puro Bov Desmame 18PB com N.N.P.

Indicado para bovinos de corte e leite a partir dos 90 dias de vida até 12 meses, com disponibilidade de volumoso. Produto pronto para uso, formulado para atingir o máximo potencial de crescimento, ganho de peso e conversão alimentar. Em sua formulação contém cereais selecionados, vitaminas, minerais, reguladores do pH ruminal e aditivos melhoradores de desempenho. Produto peletizado.

http://www.purotrato.com.br/produtos/Puro-Bov-Desmame-18PB-com-NNP

 

  • Puro Bov 16PB com Limitador ou Puro Bov 18PB com Limitador.

Indicado para bovinos de corte em suplementação a campo com idade superior a 4 meses. Produtos elaborados para facilitar o manejo suplementar, reduzindo mão-de-obra, disponibilidade de cochos e sobre carga ruminal dos bovinos dominantes.
O posicionamento do produto leva em conta fatores fundamentais como: qualidade das forragens, ganho de peso desejado e idade dos animais.

http://www.purotrato.com.br/produtos/Puro-Bov-16PB-com-Limitador

 

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09/10/2019

Cuidados iniciais na recepção e alojamento de alevinos de tilápias

Na região Sul do Brasil, esta época é marcada pela grande demanda por alevinos de tilápia. Este fato se deve pela elevação das temperaturas, pela possibilidade de finalização do ciclo antes da entrada do próximo inverno e aumento da comercialização de peixe gordo na semana santa.

 Na fase inicial de produção, os peixes ainda são muito sensíveis e susceptíveis à diversos fatores ambientais que podem levar à proliferação de doenças e consequentemente perdas econômicas. Portanto, alguns cuidados devem ser tomados nas fases iniciais de produção, entre eles destacam-se:

 

Escolha dos alevinos:

A escolha dos alevinos é essencial para a obtenção de bons resultados ao longo da produção. Estes devem ter boa procedência genética, altas taxas de masculinização e possuir uma alta homogeneidade nos pesos e tamanhos. Além disso, devem estar livres de patógenos, apresentar boa conformação corporal e aspecto visual saudável, como boa produção de muco e alta taxa de atividade. Desta forma, um cuidado especial deve ser dado à escolha dos fornecedores de alevinos, os quais devem possuir experiencia no mercado e boas recomendações.

 

Transporte:

O transporte de alevinos é uma etapa delicada e altamente estressante, devendo ser planejada com todo o cuidado a fim de se evitar perdas. Em função do tamanho dos alevinos (alevino 1, alevino 2 ou juvenil), existem diferentes maneiras de se realizar o transporte da unidade produtora até a piscicultura. As maneiras mais comuns são em sacos plásticos e caixas de transporte de fibra de vidro com isolamento térmico e suporte para a oxigenação. As duas maneiras são eficientes e a escolha irá depender de fatores como a quantidade de alevinos a ser transportada, clima, distância, sistema de cultivo, etc.

 

Recepção, aclimatação e soltura:

Antes mesmo da recepção e soltura dos alevinos, os tanques de cultivo devem ser previamente preparados para permitir uma alta taxa de sobrevivência e um bom desempenho nesta fase inicial. Esta preparação é realizada através das seguintes etapas:  1 – Desinfecção com cal virgem: esta etapa visa exterminar possíveis agentes patógenos que possam estar habitando o viveiro. Deve ser aplicado cal virgem por toda a superfície do viveiro ainda seco, principalmente nas regiões mais úmidas e profundas. Após esta aplicação, o viveiro deve permanecer de 3 a 7 dias sob a incidência de sol para a complementação no processo de desinfecção.

2 – Calagem: esta etapa visa a correção do pH do solo e da água, confere um maior poder tampão evitando flutuações de pH ao longo do ciclo produtivo e incrementa a disponibilidade de carbono para os processos fotossintéticos. Recomenda-se a aplicação de calcário agrícola em uma quantidade que varia de 500 a 2000 kg/ha, dependendo das características do solo da propriedade. A aplicação pode ser realizada com o tanque ainda seco ou já com ele cheio.

3 – Adubação: esta etapa é essencial para a formação da cadeia alimentar no ambiente de cultivo. A partir de uma adubação adequada, seja ela orgânica ou inorgânica, se iniciará todo o processo de formação de fitoplâncton, zooplâncton, além do suporte para o desenvolvimento de outros organismos bentônicos importantíssimos para a incorporação de nutrientes na água. Esta adubação confere uma coloração esverdeada na água, considerada ideal para a piscicultura em sistemas semi-intensivos. Recomenda-se a aplicação de produtos como o NPK, ou o superfosfato triplo, em uma dose inicial que varia entre 15 e 50 kg/ha, dependendo das características do solo.

 

Após estas etapas, o ambiente de cultivo está com as características desejáveis para receber os alevinos. Os mesmos devem ser aclimatados através de trocas parciais da água do transporte com a água do viveiro. Esta troca parcial faz com que os peixes se adaptem às novas condições de maneira gradual, sem causar maiores estresses.

Aliado a este preparo do ambiente para o recebimento dos alevinos, um bom planejamento nutricional nas primeiras semanas após a soltura é essencial para garantir altas taxas de sobrevivência e um rápido desenvolvimento.

A Puro Trato oferece uma linha de produtos com alta qualidade e que atendem as exigências nutricionais de tilápias nas fases iniciais de produção. Estes produtos garantem o aporte necessário para um rápido ganho de peso e uma alta taxa de sobrevivência nesta fase tão importante do ciclo produtivo.

Puro Trato Inicial 45PB – Extrusada Triturada

http://www.purotrato.com.br/produtos/Puro-Trato-Inicial-45PB-Extrusada-Triturada

Puro Trato Juvenil 36PB – 2mm

http://www.purotrato.com.br/produtos/Puro-Trato-Juvenil-36PB-2mm

03/10/2019

Confinamento como estratégia para maximizar a rentabilidade da propriedade

Autor: Dr. Eduardo Lisbinski
Representante Técnico Comercial Puro Trato Nutrição Animal

            A temporada de confinamentos está começando, principalmente pela retirada dos animais das pastagens de inverno e início do preparo da terra para o plantio das culturas de primavera/verão. Isto ocorre por dois motivos: - as pastagens de primavera estão com a capacidade de suporte baixa, pelo início de rebrote; - oferta de animais no mercado alta, consequentemente baixo valor pago pelo boi gordo. Desta forma, o pecuarista pode optar pelo uso do confinamento, com objetivo estratégico, para fugir do vazio forrageiro, ou melhorar o poder de barganha, segurando os animais por mais tempo na propriedade e esperar por um melhor preço da arroba.

            Alguns cuidados devem ser observados na utilização desta estratégia:

Uso de formulações prontas: muitos pecuaristas realizam suas dietas pensando em economicidade e praticidade na hora da alimentação, na maioria das vezes perdendo dinheiro, principalmente pelo baixo aproveitamento e conversão alimentar da dieta. Além disso não cuidando os níveis de exigências nutricionais da categoria suplementada, comprometendo o desempenho produtivo dos animais.

Formulação de dietas: quanto mais opções de ingredientes disponível, melhor; quanto mais informações nutricionais sobre os ingredientes, melhor.  Com a opção de vários ingredientes disponíveis para a formulação, e sabendo quais os valores bromatológicos destes ingredientes, pode-se formular uma dieta com o melhor custo benefício. Atendendo deste modo, as exigências nutricionais em proteína, energia, fibra, macro e micronutrientes, assim potencializando o desempenho produtivo.

Divisão de lotes: separar os animais em lotes por categoria, peso, sexo, idade, acabamento de gordura, e peso alvo de abate. Assim será possível formular uma dieta de acordo com o lote em questão, atender a padronização solicitada pelos frigoríficos nas carcaças, atingir bonificações e ter uma alta liquidez de venda com valor agregado.

Período de adaptação: A mudança de uma dieta é responsável pela alteração do perfil de microrganismos ruminais de degradação do alimento. Deste modo, uma correta adaptação a nova dieta fornecida pode significar em maiores ganhos de peso diário e menores distúrbios digestivos no período de confinamento. Indica-se a suplementação de forma crescente, sempre fazendo uma leitura de fezes e cocho limpo.

            Outras questões, como preço dos ingredientes posto na propriedade,  o uso de alimentos com restrição nutricional, custo operacional, devem ser considerados para que não haja nenhuma surpresa durante o período do confinamento e comprometa o sistema.

            A Puro Trato Nutrição Animal oferece uma ampla linha de produtos para auxiliar o pecuarista a obter o máximo desempenho produtivo, e o melhor custo benefício no sistema de confinamento:

 

 

 

 

 

 

 

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29/07/2019

Manejo na produção de tilápias no inverno

Autor: Dr. Éverton Luís Zardo
Representante Técnico Comercial Puro Trato Nutrição Animal

Os peixes são animais pecilotérmicos, ou seja, alteram a temperatura corporal de acordo com a temperatura do ambiente. Cada espécie apresenta uma faixa de conforto térmico que irá garantir a normalidade nas taxas metabólicas e consequentemente melhor desempenho produtivo. No inverno ocorre a diminuição das temperaturas médias dos tanques de cultivo, provocando redução no nível de atividade dos peixes e consequentemente a diminuição na produtividade. A redução do metabolismo faz com que se movimentem menos, comam menos e cresçam menos. As tilápias por exemplo, apresentam desempenho ótimo em temperaturas variando entre 26 e 30 ºC, havendo a necessidade de cuidados redobrados quando a temperatura dos tanques estão fora desta faixa.

 

Principais consequências das temperaturas baixas:

  • Redução no metabolismo: Com a redução do metabolismo dos peixes, deve ser realizada uma redução no fornecimento de alimento, evitando assim sobras de ração nos tanques. O excesso de ração é condição determinante para a piora da qualidade da água, uma vez que a presença de proteína da ração irá aumentar os níveis de nitrogênio e amônia tóxica aos peixes. Além disso, o processo de decomposição da matéria orgânica (sobras de ração) consome oxigênio do sistema, reduzindo o nível deste parâmetro no tanque.

 

  • Redução da resposta imune: O stress causado pelas baixas temperaturas reduz a condição imunológica dos peixes, tornando-os mais susceptíveis a qualquer agente patógeno, incluindo fungos, bactérias, protozoários e demais parasitos. Durante o inverno, os peixes já estão sob determinada condição estressante, que são as baixas temperaturas, portanto deve se evitar ao máximo a realização de manejos como biometrias, classificações, despesca, entre outras atividades que possam causar ainda mais stress aos peixes neste período. É essencial que as tilápias entrem no período de inverno bem nutridas e completamente saudáveis, condição que aliada à boa qualidade de água, permitirá melhor resposta imune ao longo do período de temperaturas baixas.

 

  • Qualidade de água: Além das variações bruscas da temperatura, a estratificação térmica e a redução na produção de oxigênio em função da menor incidência solar são problemas frequentes durante o inverno. A região mais superficial do tanque tende sempre a apresentar as temperaturas mais altas e os maiores níveis de Oxigênio Dissolvido em relação às regiões mais profundas, onde a temperatura tende a ser mais baixa e os níveis de oxigênio menores. Além disso, a água presente no fundo dos viveiros tende a apresentar pior qualidade, em função de maior acúmulo de matéria orgânica e gases tóxicos oriundos do excesso de nutrientes. Com alterações bruscas de temperatura, as camadas mais profundas podem emergir causando stress nos peixes que geralmente encontram-se na flor d’água. O excesso de dias muito chuvosos e nublados também contribui para a redução na produção e oxigênio, por isso é muito importante o uso adequado de aeradores para garantir o suprimento necessário de oxigênio aos peixes e quebrar a estratificação térmica da água.

 

Em sistemas de cultivo abertos não podemos controlar a temperatura, porém podemos garantir que os outros parâmetros de qualidade de água como amônia e nitrito, pH, oxigênio dissolvido, transparência, entre outros, estejam de acordo com as exigências de cada espécie. É essencial também garantir que os peixes se apresentem saudáveis e em boas condições imunológicas no início do inverno para que possam enfrentar as condições estressantes que estão por vir.

Portanto, vale ressaltar que o inverno não deve ser visto como um inimigo na produção de tilápias, e sim como mais um desafio a ser enfrentado por produtores, técnicos e demais agentes envolvidos na cadeia. O enfrentamento de desafios faz com que a cadeia produtiva se fortaleça e tenhamos um produto cada vez mais competitivo e rentável ao produtor.

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13/06/2019

Suplementação no inverno em pastagens cultivadas e campos naturais

Autor: Dr. Eduardo Lisbinski
Representante Técnico Comercial Puro Trato Nutrição Animal

Com a chegada da estação fria, algumas mudanças ocorrem nos sistemas produtivos de bovinos de corte. As pastagens naturais e cultivadas perenes de verão param de crescer, e apresentam uma baixa qualidade nutricional e com maior teor de fibra. Uma estratégia, muito utilizada por boa parte dos pecuaristas é a utilizam das áreas de lavoura para a produção de pastagens cultivadas (aveia, azevem, trevo, etc), gerando uma oferta de forragem de alta qualidade nutricional para seu rebanho.

A utilização da suplementação nesta época do ano, tem sido um grande aliado dos pecuaristas, seja ela, para a intensificação dos sistemas, ou apenas para a manutenção do escorre e peso corporal dos animais, direcionando, a suplementação correta ao tipo de pastagem em que o animal está lotado.

Em pastagens naturais e/ou de baixa qualidade nutricional e alto teor de fibra, indica-se a utilização de uma suplementação mineral proteica ou proteica/energética:

A suplementação mineral proteica tem por objetivo fornecer altos teores de proteínas aos animais, equilibrando a flora ruminal, aumentando a digestibilidade da fibra desses pastos que é de baixo valor nutricional, para obter uma manutenção do peso corporal e escorre dos animais.

Já a suplementação mineral proteica energética, é indicada para animais com baixo escore corporal que estão perdendo peso, esse tipo de suplementação fornece um aporte de proteína e energia necessária para os animais melhorarem seu desempenho produtivo.

Uma observação importante para o uso destes tipos de suplementos, é a oferta constante de massa de forragem, que deve ser adequada ao tipo de categoria.Uma observação importante para o uso destes tipos de suplementos, é a oferta constante de massa de forragem, que deve ser adequada ao tipo de categoria.

Nas pastagens cultivadas de inverno e/ou de alto valor nutricional, indica-se a utilização de suplementação energéticos:

O uso de suplementos energéticos, proporciona um equilíbrio entre proteína e energia da dieta, assim aumentando o ganho de peso dos animais, melhora a capacidade de suporte da área, e os animais permanecem menos tempo dentro do sistema produtivo.

A utilização de suplementos minerais, sejam eles proteicos ou energéticos, que tenham um baixo consumo, é uma excelente ferramenta para a intensificação dos sistemas produtivos, apresentando uma ótima relação entre o custo e benefício.

A Puro Trato indica para a suplementação no período de inverno os seguintes produtos:

 

Puro Bovi Proteico 30PB ou 40PB
Indicado para bovinos a campo ou volumoso com baixa proteína, com idade superior a 4 meses. Fazer adaptação com mistura de 50% com mineral sem uréia durante 15 dias e após fornecer a livre acesso. Consumo estimado de 0,5 a 1g/kg/peso vivo, variando com a qualidade e disponibilidade do volumoso.
http://www.purotrato.com.br/produtos/Puro-Bovi-Proteico-30PB
http://www.purotrato.com.br/produtos/Puro-Bovi-Proteico-40PB

 

Puro Bovi Suplemento Proteico Energético 20PB ou 30PB
Indicado para bovinos de corte em suplementação a campo com idade superior a 4 meses. Produto elaborado com limitador de consumo, variando a sua ingestão com a qualidade e disponibilidade do volumoso. Consumo estimado entre 0,2 a 0,3% do peso vivo. Quando o consumo for superior a 0,2% do peso vivo deve-se fazer adaptação limitando o consumo em 0,2% durante os 10 primeiros dias, após fornecer a livre acesso em cochos cobertos.
http://www.purotrato.com.br/produtos/Puro-Bovi-Suplemento-Proteico-Energetico-20PB
http://www.purotrato.com.br/produtos/Puro-Bovi-Suplemento-Proteico-Energetico-30PB

 

Puro Bovi Suplemento Mineral Energético 10PB ou 12PB
Suplemento mineral energético com ionóforos e tanino, desenvolvido para aumentar o ganho de peso e eficiência alimentar para bovinos em pastagens de alto valor proteico, como azevém, aveia, trevos e campo nativo na primavera/verão. Indicado para todas as fases do rebanho. Suplemento peletizado, pronto para uso com limitador de consumo. Não necessita adaptação. Usar cochos cobertos de autoconsumo, respeitando o espaço indicado por animal adulto. Consumo estimado de 3 a 5g/kg de peso vivo, variando com a qualidade e disponibilidade da pastagem.

http://www.purotrato.com.br/produtos/Puro-Bovi-Suplemento-Mineral-Energetico-10PB

http://www.purotrato.com.br/produtos/Puro-Bovi-Suplemento-Mineral-Energetico-12PB

 

Consulte nossa equipe técnica e solicite uma visita a sua propriedade!

 

J A Teixeira Veterinária Ltda. Indústria de Rações para Animais de Produção: Av. Angelo Santi, 1615. Santo Augusto, RS. Tel.: (55) 3781-3467 / 3781-3476
Indústria Pet Food. Rua Alberto Sperotto, 65. Distrito Industrial - Santo Augusto, RS. tel.: (55) 3781-4366 / 3781-3329