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14/05/2019

Brasil - Segundo maior mercado pet do mundo

Setor faturou R$ 20 bilhões em 2018 e deve continuar crescendo em 2019.

O mercado brasileiro de produtos para animais de estimação continua mostrando seu fôlego, mesmo frente à crise financeira do país nos últimos anos. Em 2018, o setor movimentou mais de R$ 20 bilhões, 9,8% a mais que em 2017. Com isso, o Brasil se tornou o segundo maior mercado global de produtos pet, com 6,4% de participação, ultrapassando o Reino Unido (6,1%) pela primeira vez. Em primeiro lugar estão os Estados Unidos, com 50%. É um bom mercado para pequenos empreendedores também.

A consolidação do mercado se deu, em especial, nos últimos três anos, com o crescimento do interesse de fundos de investimentos e também de investidores individuais. “No Brasil, existem setores que são sempre campeões, pouco afetados por crises, como o de cosméticos e de saúde. A nova aposta foi o mercado pet.” Conta Ana Paula Tozzi, CEO da AGR Consultores.

A crise veio e a análise foi de que ele não sofreria os mesmos impactos de outras frentes de varejo, pois havia espaço para crescer graças a uma demanda ainda reprimida por produtos diferenciados.

44% das vendas do mercado vem sendo feitas por pequenos e médios pet shops.  Isso acontece principalmente em regiões onde megalojas ainda não chegaram, ou estão pouco presentes. O que significa oportunidades para os pequenos empreendedores.

Para Adriana Góes, da Valor Pet, consultoria especializada neste tipo de mercado, há espaço para todos, mas saber identificar qual o diferencial do seu negócio é a chave. “Uma das vantagens deles em relação ao grande é a proximidade do cliente final, o atendimento individualizado. Esta atenção ajuda a desenvolver a confiança, sentimento primordial neste tipo de ramo.”

Segundo Góes, os principais desafios para os donos de pet shops estão na administração, dificultada por serem empresas mistas que oferecem serviços e produtos, mas com equipes bem mais enxutas que das grandes lojas.

"Os donos geralmente são ‘faz-tudo', e se envolvem com todos os processos. Não são empresas setorizadas. Por isso as vezes a parte estratégica fica mais capenga”, relata.

A crise, inclusive, foi responsável pelo aumento da concorrência entre estes iguais. Góes conta que, com a alta do desemprego, os brasileiros viram no mercado pet uma saída para começar a empreender, mesmo não tendo experiência na área. “Muitos abriram utilizando o fundo de garantia, a aposentadoria, mas não estudaram o mercado, não fizeram planejamento. Então não sabemos se terão fôlego a médio ou longo prazo, mas se antes existia um pet shop em determinado bairro, hoje você encontra três”, aponta.

O amadurecimento do setor é um caminho sem volta e, para Tozzi, os pequenos correm risco se não se adequarem a esta realidade e continuarem pensando melhor no consumidor de produtos pet, que consumia apenas itens de reposição, como as rações ou produtos de higiene. Fazer parte de um ecossistema mais completo é uma das saídas. “Por que não fazer parte de uma operação conjunta? Eles podem ter o diferencial do atendimento, mas quanto tempo isso vai durar, ainda mais com os avanços da tecnologia?”, questiona Tozzi. Ela cita, por exemplo, os avanços em Inteligência Artificial. “Acredito que em pouco tempo já teremos robôs enviando mensagens para os tutores lembrando da vacina e já fazendo agendamento”, diz.

Novas tendências também não param de surgir, o que mostra que ainda há espaço a serem ocupados, inclusive pelos pequenos. Planos de saúde para animais, por exemplo, já são uma realidade nos Estados Unidos e logo devem começar a ganhar atenção no Brasil. A busca por uma vida mais saudável para o pet também está em voga. “Na última feira que estive nos EUA

As perspectivas do setor pet para 2019

As projeções da Euromonitor indicam que o setor deve continuar crescendo acima de muitas categorias de bens de consumo. Para 2019, estima-se faturamento acima de R$ 22 bilhões, um aumento de 6,9%em relação a 2018. O Brasil está na 42ª posição em termos de gasto médio por animal de estimação, com U$ 67 dólares anuais.

Fonte: Revista Pet Food Brasil

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